sábado, 6 de março de 2010

Tarde da noite

Porque pensar poeta
Porque cansar a seresta
Cobre de sonhos o que
Detesta aprender

Canta metáfora
Toca em meu peito
Sensível desejo
Ponto de agulha meu leito

Não mais te querias

Não me trazias mais alegria
Nem de mim tinhas
Suave bem vindo bom dia

Derramou sangue onde estava ferido
Lamento sutil visto de longe
Leite morno afagou monotonia

Não eras meu
Mas te queria
Rezo terço peço o eixo

Punho em pena verde
Traduzir apego
Desvelo quando me deito

Escreves em mim
Que te leio de novo
Em meu canto encontro socorro

No ventre nascias
Rótulos posses credos
Caminho em passos que me alcançou um dia

Benzedeiras de parto
Fizeram de mim parte do texto
Que existe aí dentro de tí

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Lacunas

Espaço
Entrelaço
Vago validando o desfecho
Desenfreado do prazer
Abrupto

Segue a flecha
Lâmina tênue
Entre a dor fina
Do amor

Lacuna noturna
Contundente
Sorte do passado
Não sabia que hoje
Ausente

Paradígma inabdicável
Paradoxo pertinente
Para o bem de quem
Pedindo bênçãos
Amem

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Eu me entendo

Entendo as palavras não ditas

Destrincho as frases evasivas

Nada na medida

Não quero o que mais

Pode me parece certo

De perto o erro parece incesto

Importuna os impuros

Escafandros de prazer

Até porque

É segunda , e de novo

Não sei o que fazer
Quarta feira
Em meu quarto
Lua cheia
Cinza prata longe, lá no alto

Sorte vê-lo por acaso
Diacho, não sei
Porque nunca te acho!

Sono não tenho
Calor que me despe,diverte
Coração bate frio
Amor pra que aquece

Salto ao teu som
Longe ainda ouço
Perigo te achar
Será triste o calabouço

Cinzeiro de gente
Acabou a folia
Quimera em retalhos
Cinzas cintas alegorias

Fantasma de poder
Fantoches a dançar
Fábrica de amor igual
Fantasio o que desejo
Pobre de mim é Carnaval

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cinzas

Incendeia o que ficou

Tudo que de mim sopra

Em tí permanece

Amarelo céu a me queimar

Nele ainda te quero



Se soubesse que um dia

Nas pedras da minha rua

Contava reticente sua espera

Folhas que caíam

Espalhavam seu sol maior



Em meu canto

Alegria

Praça cheia colorida

Quero entrar nesse clamor



Canta encanto poesia

Sai da sombra e vem pra mim

Resta um dia

Um meio

Respira

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Meu carnaval

Doura o estribílho

Na minha fantasia

Faz no corte da avenida

Alma colorida a me desmascarar



Marcho seu enredo

Passado feito fome

Nas bancas de um jogo

Que só ganha quem tem hoje



Suor que lava o chão

Desfila meu irmão

Que eu vou te acompanhar

Reflexo da bruma ao caos


Vida assídua

Correntes colares anéis união

Escarlate pé no chão

Pele negra sangue branco

Disforme o coro, acalanto


Carne corôa credo carnaval

Salve suor sangue Senegal

Musica marcha mancha moral

Festa feitiço fastio feudal


Sensura hoje não

Artéria convencional

Sublima o amor que puro

Desfila enredo no Meu Carnaval